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Gabriel
Geraldo psicanalista formado pela
Sociedade Brasileira de Psicanálise Holística. Graduado em Filosofia no Centro
Universitário Assunção Unifai.
Tem atuado na área clinica como também ministra
palestras com temas relacionados à abordagem psicanalítica.
Algumas de suas palestras foram: Saindo da Depressão pela
Prática do Domínio Mental; A Personalidade Neurótica
das Sociedades Pós-Modernas; A Arte do Bem Envelhecer;
A Linguagem do Inconsciente.
No ano de 2008 apresentou o programa Psicanálise Holística,
na Radio Trianon am740. Programa que discutia diversos temas,
relacionados aos mais variados distúrbios psíquicos,
tais como:depressão, fobias, síndrome do pânico
etc..
É idealizador e orientador do G. A. P. (grupo de apoio
psicanalítico), que tem como finalidade a orientação
de pessoas, que estão passando por algum desconforto emocional.
Atende em consultório praticando o tratamento analítico
seguindo as diretrizes da escola de Psicanálise Holística.
Para quem não conhece, a Psicanálise Holística
é a mais inovadora corrente do pensamento psicanalítico
da atualidade. Foi criada pelo Filosofo e Psicanalista Professor
Marcos Oliveira. E tem como proposta a abordagem do ser humano
em sua totalidade como também o conhecimento das mais variadas
correntes da psicanálise. Como o próprio termo holístico
traz em si. (este termo vem do grego Holus, que significa todo,
totalidade). Nesse sentido o psicanalista holístico, que
não deve ser confundido com terapeuta holístico,
(que segue uma linha de trabalho completamente diferente), procura
compreender o analisando em toda a sua complexidade existencial.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, síndromes
psíquicas são um importante fator de incapacitação
do ser humano no mundo todo. E essas síndromes podem se
manifestarem das mais variadas formas tais como: Depressão,
Solidão, Fobia Síndrome do Pânico, Medo, Angústia,
Transtorno de Personalidade, Ansiedade e Compulsão. A Abordagem
psicanalítica tem como proposta de tratamento destes problemas
não apenas a remoção de sintomas, mas a busca
pelo conhecimento das causas destas perturbações.
Para tanto, ela promove a recuperação da saúde
mental do sujeito, através da obtenção de
seu autoconhecimento. |
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Basicamente,
os objetivos de uma psicanálise seriam os seguintes:
a busca pela anulação das defesas patológicas;
buscar a determinação das causas da perturbação
neurótica e não somente trabalhar com a sustação
de sintomas. De forma geral o tratamento consistiria num primeiro
momento á redução na intensidade da angústia.
Nesse sentido, a cura significaria uma verdadeira mudança
psíquica que se refletiria nas modificações
de relações objetais internas e externas. Com
isso, levaria o indivíduo a obter um menor uso ou até
mesmo a anulação de mecanismos defensivos, ativados
pela angústia
Inclui-se também na cura psicanalítica a renuncia
a ilusões de natureza narcísica; uma recuperação
e integração de partes do ego como também
uma obtenção de uma capacidade em suportar as
frustrações e perdas. O tratamento analítico
também proporcionaria a diminuição das
expectativas impossíveis de serem alcançadas;
o abrandamento do superego e a aceitação da condição
de dependência em algumas situações.
Concluindo este nosso trabalho, podemos dizer que, se existe
uma verdadeira linguagem inconsciente apresentada por todos
os aspectos aqui contemplados diremos que, o processo de cura
se realizará a partir do momento em que o sujeito esteja
disposto a empreender a construção de uma nova
“linguagem”, ou seja, um tipo de linguagem que o
levará certamente a uma ampliação do seu
campo consciencial. |
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| Sigmund Freud dizia que, o ser humano havia criado três mecanismos básicos para lidar com o sentimento de angústia que são: a religião, a arte e o uso de substâncias entorpecentes. |
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A Angústia do existir nas Sociedades Modernas.
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A angústia existencial é a maior inquietação do ser humano. Após ter conhecimento de sua finitude, o homem acabou desenvolvendo um acréscimo no sentimento de angústia.
Podemos dizer que a partir do nascimento, o ser humano ao perceber-se “destacado” de um ambiente que o protegia plenamente passa por um período de adaptação não tão agradável. Nesse sentido segundo o psicanalista Otto Rank, um dos primeiros discípulos de Sigmund Freud, o individuo ao nascer passa por uma situação traumática muito intensa. A essa situação traumática, Rank conceituou como “Trauma de Nascimento”. Para esse psicanalista, este seria o primeiro trauma experimentado pelo indivíduo, que serviria como base para o desenvolvimento da angústia.
Dentro do campo psicanalítico foram desenvolvidas várias teorias, que procuram dar uma resposta a esta questão tão preocupante. Desde Freud até os dias atuais a origem da angústia foi abordada das mais diversas formas. Por ser um assunto muito extenso, não é nosso intuito explorar neste artigo todas essas teorias a respeito da angústia.
O que queremos a partir deste escrito é levar as pessoas a refletirem sobre o porquê, tem aumentado a cada dia nas sociedades modernas, o número de pessoas angustiadas.
Como foi citado anteriormente existe uma angústia inerente ao próprio existir. Mas este sentimento pode ser considerado até certo ponto, como um sentimento normal. E este sentimento dentro da normalidade leva o ser humano, a desenvolver mecanismos para tentar diminuir ou até mesmo eliminar a angústia.
Sigmund Freud dizia que, o ser humano havia criado três mecanismos básicos para lidar com o sentimento de angústia que são: a religião, a arte e o uso de substâncias entorpecentes. Segundo Freud a arte seria o melhor mecanismo para lidar com essa situação. Pois a arte possibilita ao homem desenvolver todas as suas potencialidades criativas.
Partindo desse pressuposto freudiano, podemos levantar a hipótese de que, a causa da angústia nas sociedades modernas está ligada a falta de criatividade de algumas pessoas em determinados momentos de sua história. Falta de criatividade no sentido de que o mundo moderno levou o ser humano, a agir na maior parte do tempo de forma mecanizada e irreflexiva. E isto levou a um empobrecimento da vida humana, levando em muitas ocasiões, os indivíduos a experimentarem uma espécie de vazio existencial.
Hoje devido à fragmentação da existência humana, podemos observar quão é difícil para algumas pessoas tomarem algum posicionamento, às vezes até mesmo em situações corriqueiras como a educação dos filhos, a auto-afirmação em determinadas relações etc.
E essa falta de adaptabilidade ás relações sociais modernas, levam muitas pessoas a um intenso sofrimento e em muitos casos, provocando o surgimento das mais diversas neuroses, tais como síndrome do pânico, fobias depressões etc..
Existe um caminho que pode fazer com que essas situações angustiantes, se revertam. E a possibilidade dessa reversão está na capacidade do ser humano, de dar um novo significado a uma existência que já não lhe é mais satisfatória. Partindo da criação de novas formas de relacionamentos o indivíduo, que se sente angustiado pode redescobrir o significado de sua existência e do valor de sua vida. Portanto cabe ao indivíduo que se sente angustiado, a dar o primeiro passo para sair dessa situação.
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Sua Auto-estima como esta?
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Uma grande quantidade de pessoas atualmente passam por um "desconforto existencial" devido à uma baixa auto-estima. Esta situação ocorre com maior frequência, no chamado "universo feminino". Normalmente a baixa auto-estima está ligada às questões de imagem, fator muito valorizado na sociedade atual. Nas sociedades em que vivemos, valoriza-se muito a imagem que apresentamos ou procuramos apresentar.
Dentro desse contexto muitos indivíduos, tanto do sexo masculino quanto do sexo feminino, por não se enquadrarem no modelo de imagem padrão valorizado pela sociedade, acabam desenvolvendo uma série de conflitos internos, que pode levar ao desenvolvimento de sérios distúrbios psíquicos.
É importante saber que o conceito de beleza está relacionado, na maioria das vezes, ao sentimento de importância, do valor, de alguém ou de algo. Desenvolvemos um sentimento de apreço. Gostamos de sermos “apreciados” pelo outro. Nesse sentido podemos dizer que, uma pessoa possuidora de uma auto-estima elevada é aquela que se sente importante, que possui muito valor. Por outro lado, as que possuem baixa autoestima desenvolvem sentimentos opostos.
Num âmbito mais abrangente podemos dizer que, a elevação da auto-estima está ligado á questão do amor próprio. Aquele que é capaz de amar a si mesmo desenvolve bem a sua autoestima. Mas a capacidade de amar, principalmente a si mesmo, está baseada numa constituição afetiva que foi bem elaborada.
Quantas pessoas não sabem lidar muito bem com sua afetividade. Saibam que, os distúrbios afetivos podem ser reelaborados, e com isso a sua autoestima ser elevada. Tudo isso pode ocorrer através do processo de autoconhecimento. "Conheça-te a ti mesmo", diz este ensinamento muito antigo. E podemos dizer que esta é a base do princípio da felicidade humana.
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| Aquele que é capaz de amar a si mesmo desenvolve bem a sua autoestima. |
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Atualmente há uma grande polêmica, em relação a um dos maiores transtornos mentais existentes nas sociedades modernas, que é a depressão. Considerada por muitos como a doênça incurável do século XXI, a depressão está entre os cinco maiores transtornos psíquicos que afastam as pessoas do convívio social. Esta doênça passou a freqüentar o rol das causas da incapacitação profissional. As disfunções físicas e psíquicas causadas pela depressão são tantas, que ela se tornou alvo das atenções de vários órgãos ligados à área da saúde.
Algumas previsões da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2020 a depressão passará a Sr a segunda causa de mortes no mundo todo só perdendo para as doenças coronárias. Em relação à América Latina e Caribe há dados da O. M. S. que, confirmam a existência nessa região cerca de 24 milhões de pessoas que sofrem com a depressão.
Outro dado preocupante é o grande número de suicídios, que ocorrem nos casos de depressão mais graves. Segundo a O. M. S. de quarenta a sessenta por cento dos casos de suicídios estão relacionados com a depressão. Em algumas regiões do mundo, ela é uma das doenças com mais alta taxa de mortalidade.
É interessante que, para cada homem duas mulheres sofrem com a depressão, mas homens depressivos morrem quatro vezes mais por suicídio do que a mulher depressiva. Isto ocorre devido os homens, terem maior acesso a ferramentas mais letais para executarem esta tarefa.
Outra preocupação das áreas de saúde de todo o mundo é que, a depressão está diretamente associada ao suicídio de jovens e constata-se, que cada vez mais vem aumentando a ocorrência de casos em crianças e adolescentes. Um fator importante a ser investigado é o que estaria por trás dessa situação tão preocupante. Quais seriam as causas principais dos distúrbios depressivos. Mas talvez o que tem impedido até o momento, uma determinação mais precisa do que seja esta doença tão devastadora, seria a inexistência de um consenso que apontasse realmente que fator preponderante que desencadeia a depressão.
Existe até certo ponto um consenso que, admite que a depressão seja um desequilíbrio psíquico, que afeta o organismo como um todo. Ou seja, ela não afeta apenas o aspecto físico do indivíduo, mas também o seu aspecto psicológico. De forma geral a depressão está relacionada a um quadro de desordem mental, que conseqüentemente acarreta uma disfunção orgânica. Mas sobre a sua origem e causas determinantes do desencadeamento do processo depressivo, ainda existe muita polêmica. Alguns pesquisadores afirmam que, a depressão seria de origem orgânica, tendo como base uma disfunção nas substâncias neurotransmissoras.
Por outro lado existem aqueles, que discordam dessa opinião colocando em dúvida esta opinião dizendo que, uma disfunção das substâncias neurotransmissoras, não podem ser apontadas diretamente como sendo a causa direta da depressão. Pois algumas pesquisas apontam a ocorrência dessa disfunção, mas em alguns casos o indivíduo portador dessa disfunção não desenvolve a depressão. Outra situação que ocorre em relação à disfunção dessas substâncias é que, em muitos casos a administração de tratamento medicamentoso reequilibra tais substâncias,mas somente algumas semanas depois que o quadro depressivo começa a se alterar. A ocorrência desse fator pode indicar que, a depressão não estaria ligada diretamente a disfunção hormonal, mas haveria os fatores determinantes.
Um caso a ser pensado é que, essas pesquisas ao realizadas com pessoas que já estão passando por um quadro depressivo. Isto complicaria dizer que foi a falta dessas substâncias que causaram a depressão, pois talvês não seria a depressão a causadora dessa disfunção?
Sendo a depressão uma doênça que afeta o organismo como um todo é bom que, saibamos quais são os seus principais sintomas e quais são os órgãos manifestantes destes sintomas. Vimos anteriormente que a depressão afeta tanto o campo físico como o mental. Agora pontuaremos quais são os principais sintomas.
Os principais sintomas físicos são: desanimo, apatia, perda da libido falta de apetite. Algumas pessoas têm o aumento de sono e também de apetite. Em relação à imagem pessoal o indivíduo depressivo acaba desenvolvendo certo desleixo. Isto ocorre devido a um ataque de ansiedade, que faz co que o indivíduo ao tentar defender-se dessa ansiedade fique um tanto quanto paralisado. Na maioria das vezes no indivíduo com depressão ocorre, a diminuição da salivação resultando na afetação da atividade gastrintestinal. Nesta situação é comum ocorrer ressecamento da boca, dores estomacais, pressão abdominal e alteração geral no funcionamento do intestino. Outra ocorrência muito freqüente nos casos de depressão é o desinteresse pelo sexo, que aparece como um dos primeiros sintomas dessa doença. Ocorre uma espécie de bloqueio libidinal.
Os principais sintomas mentais são: pensamento fixo de suicídio no caso da depressão aguda; sabe-se que a depressão é um fator determinante em vários casos de suicídio. É muito freqüente no indivíduo depressivo a dificuldade de concentração e de tomar decisões. Ocorrem também outras perturbações mentais tais como: sentimento de culpa,desesperança, sentimento de desamparo,solidão ou inutilidade. Também ocorre a mudança na percepção do tempo, sentimento persistentes de raiva, ataques de ira ou intolerância a perdas e frustrações. Na pessoa depressiva existe também um desejo que jamais será alcançado.
A depressão pode ter como causa, uma crise existencial, onde o sujeito passa por indagações sobre o valor de sua própria existência, como também situações que envolva a sua saúde física. Algumas situações onde ocorre um intenso desgaste físico ou mental podem, gerar um sentimento de frustração de desamparo. Experiências traumáticas atuais (stress pós traumático, acidentes alguma perda) podem ser desencadeadores de um processo depressivo. O uso indiscriminado de drogas, álcool e outras substâncias químicas podem causar a intoxicação do organismo e com isto levar o indivíduo a desenvolver uma depressão. Fatores neuróticos também são causadores de quadros depressivos. Por exemplo, pessoas que possuem sua auto-estima, neuroticamente regulada por provisões externas. Nesses indivíduos pode surgir um sentimento de culpa muito intenso, devido à sensação de não ser uma pessoa querida ou desejada pelos outros.
Um narcisismo exagerado pode servir como base, para o desencadeamento da depressão, sobretudo se determinado indivíduo narcisista, o que ocorre na maioria dos casos, for um indivíduo que não seja capaz de amar ativamente e fique sempre a espera que os outros lhe ame. De forma geral podemos dizer que os diversos tipos de perdas, principalmente as perdas amorosas, podem funcionar como gatilho para desencadear um processo depressivo, sobretudo em relação aos indivíduos narcisistas.
Normalmente a depressão é distinguida em três categorias principais que são: a depressão endógena, a depressão reativa e a depressão neurótica.
Depressão endógena: este tipo de depressão está ligado, às reações neurofisiológicas, ou seja, ao desequilíbrio das substâncias neurotransmissoras (os hormônios). Podemos dizer que este tipo de depressão, é o mais fácil de ser tratado, basta que as substâncias hormonais, sejam reequilibradas. Este reequilíbrio pode ser obtido através do tratamento medicamentoso ou até mesmo por uma alimentação balanceada, no caso em que o indivíduo esteja se alimentado deforma inadequada, causando um desequilíbrio dessas substâncias hormonais.
Depressão reativa: é a depressão que ocorre, como o próprio nome diz, devido a uma reação do indivíduo após um determinado acontecimento. Pode ser um stress pós traumático, perda de um ente querido, perda do emprego e outras situações semelhantes.
Depressão neurótica: este é o quadro mais grave da depressão. O tratamento pode prolongar-se por vários anos. A depressão neurótica é estruturada logo na infância do indivíduo e pode recorrer durante alguns períodos do desenvolvimento da vida do indivíduo. As causas da estruturação da depressão neurótica estão ligadas a déficits afetivos no relacionamento mãe bebê. Esse déficit relacional causa uma espécie de lacuna no psiquismo da pessoa fazendo-a experimentar sensações de imensos vazios.
Outro fator que vem preocupando a Organização mundial de Saúde é o aumento da ocorrência da depressão, em crianças e adolescentes. Numa de suas pesquisas é apontado que, uma em cada trinta e três crianças sofre com a depressão. As causas da depressão em crianças e também e adolescentes, geralmente estão ligadas a história familiar. Uma família não muito bem estruturada pode causar vários conflitos psíquicos num indivíduo ainda em formação. Por outro lado as excessivas cobranças feitas pelos pais, aos seus filhos em relação os estudos por exemplo podem levar a criança ou o adolescente a desenvolver uma depressão.
Em relação aos adolescentes especificamente, a depressão pode estar ligada às alterações na produção hormonal, na formação da identidade e imagem do adolescente. Ocorre também na adolescência uma alteração na qualidade do afeto e desejos, ligados à transformação nos vínculos familiares. Estas transformações estão relacionadas à questão da independência e as rupturas que se fazem necessárias na travessia da adolescência.
Concluindo este pequeno ensaio sobre o problema da depressão. Podemos dizer que, desde a década de 50 os antidepressivos, se tornaram uma fórmula mágica contra a depressão. Inúmeros medicamentos antidepressivos foram lançados no mercado farmacológico. Mas pesquisas mais recentes questionam a eficácia desses medicamentos. Algumas chegam até mesmo descartar a possibilidade a possibilidade de a depressão estar relacionada apenas à utilização de medicamentos. Muitas dessas pesquisas apontam a necessidade da realização de um tratamento psicoterapêutico, conjuntamente com o tratamento medicamentoso.
Dizemos que, a psicanálise não faz uma apologia contra a medicação antidepressiva, pois sabemos de sua necessidade em alguns dos casos. Mas o que vem ocorrendo atualmente é, um verdadeiro abuso na utilização dos remédios no tratamento da depressão. É esta medicação descontrolada que em muitos casos vem causando mais malefícios do que benefícios aos seres humanos. Entendemos que as causas da depressão em sua maioria estão ligadas ao próprio sofrimento humano em relação à angústia do existir por tanto devemos procurar amenizar as causas, ou até mesmo se possível encontrar a cura. Mas o foco tem que ser as causas e não apenas a sustação da sintomatologia da depressão. Existe um caminho que pode fazer com que essas situações angustiantes, se revertam. E a possibilidade dessa reversão está na capacidade do ser humano, de dar um novo significado a uma existência que já não lhe é mais satisfatória. Partindo da criação de novas formas de relacionamentos o indivíduo, que se sente angustiado pode redescobrir o significado de sua existência e do valor de sua vida. Portanto cabe ao indivíduo que se sente angustiado, a dar o primeiro passo para sair dessa situação.
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